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COIMBRA Com algum sacrifício pessoal, Manuel conseguiu matricular os dois rapazes no ensino médio e superior, mas Alcobaça não contava com um liceu. Após a conclusão da instrução primária, o jovem Natividade ingressa no «Collegio - Lyceu Alcobacense», onde estuda até aos 11 anos, altura em que se transfere como interno para o «Colégio Mondego» em Coimbra. Em 1910, com Joaquim ainda em Alcobaça, vivia-se a revolução republicana. A Coimbra em que Natividade mergulha era agitada pelos confrontos entre republicanos e monárquicos, entre «jacobinos» anticlericais e católicos conservadores. As diversas facções enfrentavam-se em polémicas tumultuosas, que frequentemente terminavam em conflitos. Por volta de 1911, Joaquim matricula-se na 4.ª classe do Liceu Central de Coimbra, situado no edifício de São Bento, na Avenida Sá da Bandeira, partilhando vizinhança com o Instituto Botânico. Nesse período, na Universidade da mesma cidade, estaria a preparar a tese de licenciatura (que terminou em 1914) o jovem António de Oliveira Salazar. O estudo que acompanharia a sua candidatura a leccionação seria intitulado: Questão Cerealífera. O Trigo. O seu requerimento para vaga em Ciências Económicas foi aceite em Março de 1916. Dado o seu feitio sério e disciplinado, Joaquim transita para externo, passando a residir na «República Fidalga e Amiga». Este detalhe poderá interpretar-se como manifestação de uma orientação liberal de Manuel na educação de Joaquim. Os pais que seguiam o «método liberal» colocavam os seus rapazes numa república, em vez de os entregar às pensões regidas por padres, como faziam as famílias snobes. (RAMOS, 2001) |
Documentário"Três Pessoas e um Sobreiro"
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