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ENGENHEIRO SILVICULTOR
Natividade já tinha realizado, entre 1918 e 1920, as cadeiras da parte teórica do curso de engenheiro silvicultor. A Reforma de 1918 estabelecia um tirocínio durante o qual se contava com a colaboração dos Serviços Florestais «exactamente para se poder dar ao ensino um complemento indispensável, uma vez que o Instituto não dispunha de área arborizada suficiente que permitisse um mínimo de eficiência prática no ensino de diversas matérias» (NEVES, 1961). «Deviam realizar um tirocínio de 12 meses, distribuídos entre os serviços de administração e exploração das matas nacionais, estudando os planos de ordenamento e outros pontos técnicos, sendo seis meses de estágio permanente nas diversas matas nacionais, com assistência obrigatória a todos os trabalhos que nelas se realizaram» (NEVES, 1984). Só em 1911 tinha sido criado o título de engenheiro silvicultor. Anteriormente, este servia apenas quem se tinha formado em cursos de silvicultura de escolas estrangeiras. Paradoxalmente, Portugal, um país essencialmente florestal, nunca teve, como a maior parte dos países onde a floresta é representativa, uma escola própria (RAMOS & TRINCADO, 2003). |
Documentário"Três Pessoas e um Sobreiro"
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