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O RECONHECIMENTO INTERNACIONAL
Cientes da altruísta e nobre objectivo de que está investida a FAO, julgou-se oportuno despertar-lhe a sua atenção para os assuntos suberícolas, diligência que se levou a efeito a quando da 5.ª sessão da conferencia daquela organização – que se realizou em Washington D. C. em Novembro de 1949 – mediante documento concebido e preparado de colaboração com a JNC. (ALVES, 1951) Reconhecida a necessidade de promover uma cooperação entre os países interessados, foram sugeridos os seguintes temas: 1) Intensificação do reconhecimento das áreas ocupadas pelo sobreiro e inventários das possibilidades actuais, que permitam a previsão anual das colheitas e o ordenamento das explorações. Organização das estatísticas rigorosas de produção; 2) Regeneração natural e artificial dos povoamentos. Coordenação das experiências em curso nos diversos países. Troca de informações entre os países interessados sobre os resultados obtidos; 3) Defesa dos solosdos sobreirais; 4) Coordenação dos estudos realizados e a realizar e mais íntima colaboração entre as estações experimentais; 5) Exploração. Técnica cultural; 6) Fomento da subericultura; 7) Coordenação dos esforços para a defesa da cortiça. Em Lisboa, em Maio de 1951, realizou-se a I Reunião do Grupo Permanente de Trabalho para as Questões Suberícolas. Foi nessa reunião que André Métro propôs a tradução francesa86 do tratado sobre Subericultura. Realizaram-se reuniões posteriores na Grécia (1954) e em Espanha (1955), tendo sido apresentado nesta reunião o trabalho Panorama da Subericultura Mediterrânea onde a posição de Portugal para o desenvolvimento da subericultura foi posta em destaque. (NATIVIDADE, 1955B) Em 1958, Natividade foi eleito vice-presidente da Silva Mediterrânea pela FAO. Foi, pois, nos anos 50 que chegou o reconhecimento internacional à obra de Natividade. Em 1971, Jean de Vaissière, que tinha sido Inspector-geral da Agricultura em Paris, declarava que «era pelo mérito de alguns silvicultores: Hickel, Guinier, Pavari, Ugrenovic, Gonzales-Vasquez e Natividade, que se compreendera, 50 anos antes dos ecologistas, a originalidade da floresta mediterrânea». (VAISSIERE, 1971) A 27 de Abril de 1967, comemorava-se o cinquentenário da Escola Nacional Superior Agronómica de Toulouse. Para esta ocasião, quis a Universidade conceder o grau de doutor honoris causa a três grandes figuras da ciência europeia: os professores Lesnodorski, da Universidade de Varsóvia; Pilet, da Universidade de Lausana; e Joaquim Vieira Natividade. O Prof. Rivals, um dos maiores especialistas da fruticultura francesa, ocupou-se da obra científica de Natividade:
Natividade ficou profundamente comovido:
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Documentário"Três Pessoas e um Sobreiro"
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